Fazemos Bem

Prémios Fazemos Bem 2016

A iniciativa “Prémios Fazemos Bem” pretende valorizar os empreendedores portugueses, destacando a excelência de quem ajuda a criar riqueza em Portugal. Ao longo de 2016, entre maio e novembro, o JN dará conhecer as 6 melhores empresas do setor primário e também as eleitas do setor secundário e terciário, num total de 18 reportagens.Em 2015, a Vitacress foi a vencedora do primeiro ciclo e a Adira foi a eleita no secundário. A Adclick arrecadou o “título” do setor terciário. Receberam um troféu e uma bolsa de investimento publicitário, no JN, no valor de 30 mil euros.

 


Membros do júri


Carlos Brito
Pró-reitor da Universidade do Porto para o Empreendedorismo e Inovação e diretor da UPTEC..

Fernando Alexandre
Pró-reitor da Universidade do Minho para a área da Valorização do Conhecimento.

Fontainhas Fernandes
Reitor da Universidade de Trás–os-Montes e Alto Douro.

Manuel Pires de Matos
Partner da Baker Tilly e Revisor Oficial de Contas.

Paulo Nunes de Almeida
Presidente da Associação Empresarial de Portugal (AEP).

Pedro Araújo
Editor do “Dinheiro Vivo”.

Ricardo Luz
Administrador-executivo da Instituição Financeira de Desenvolvimento.


A seguir reproduz-se o texto de arranque da iniciativa em 2016.

Os Prémios Fazemos Bem estão de volta. O objetivo é o mesmo de sempre: destacar a excelência. O vocábulo “empreendedorismo”, que está no ADN desta iniciativa editorial, tem vindo a ganhar protagonismo e a fazer parte do léxico não só da esfera empresarial, como dos cidadãos comuns. Mesmo não sendo fácil contornar amiúde obstáculos de toda a índole (económica ou burocrática, desde logo) para iniciar ou expandir um determinado negócio, existem, em Portugal, casos de sucesso a este nível que podem servir de inspiração para os que agora se aventuram.

Este projeto teve a sua génese em 2012, através da ação “O Norte Faz Bem”. Em 2016, e à semelhança do que acontece desde 2013 (ano em que assumiu a designação “Fazemos Bem”), o “Jornal de Notícias” – em conjunto com a Exponor, a Sapec Agro Business e a Oli – levará a cabo a iniciativa Prémios Fazemos Bem. Tal como ocorreu em edições passadas, o objetivo essencial desta ação é chamar a atenção para instituições que, com os seus projetos, se têm destacado, em Portugal, nos setores primário, secundário e terciário.

Durante os próximos meses, o leitor poderá, pois, conhecer um pouco da história e do funcionamento de 18 empresas, divididas equitativamente pelos três setores referidos. De resto, atributos como qualidade, rigor, competência ou inovação constituem-se como uma imagem de marca transversal a todas elas e servem também para justificar o enfoque de que serão alvo.

O início da edição de 2016 dar-se-á ainda durante este mês e conhecerá o seu fim em novembro próximo. Uma novidade a assinalar, por comparação com o que ocorreu no passado, é a existência de um tema unificador que servirá de pano de fundo. No caso, pretende-se perceber como é que, apesar da época de crise, os exemplos a serem retratados se conseguiram manter competitivos e, até mesmo, crescer.

Na última edição, houve lugar à distinção de três das empresas divulgadas pelo JN através da atribuição dos Prémios Fazemos Bem. Desta feita, repetir-se-ão as distinções que, de igual modo, visam destacar, numa conferência final agendada para 23 de novembro, uma empresa de cada setor. O primeiro exemplo será dado a conhecer aos leitores já no próximo dia 9.

O júri incumbido de galardoar as respetivas empresas é composto por António Fontainhas Fernandes (reitor da Universidade de Trás-os–Montes e Alto Douro), Paulo Nunes de Almeida (presidente da Associação Empresarial de Portugal), Ricardo Luz (administrador da Instituição Financeira de Desenvolvimento), Carlos Melo Brito (pró-reitor da Universidade do Porto), Pedro Araújo (editor do “Dinheiro Vivo”), Manuel Pires de Matos (partner da consultora Baker Tilly) e Fernando Alexandre (pró-reitor da Universidade do Minho).

Para este ano, Paulo Nunes de Almeida espera que o Fazemos Bem “continue a demonstrar que existe capacidade de fazer bem em Portugal, nos diferentes setores de atividade, evidenciando e premiando casos que devem ser usados para motivar e despertar outros empreendedores”. O mesmo é defendido por Ricardo Luz que, ao mesmo tempo, salienta a relevância da iniciativa: “Os Prémios Fazemos Bem do JN são muito importantes, pelo reconhecimento do mérito empresarial e pelo contributo deste para que outras empresas, pelo exemplo, persigam e obtenham igual sucesso”.

Mas a que critérios de avaliação, em concreto, darão primazia os jurados? Carlos Melo Brito é perentório e define-os da seguinte forma: “o sucesso (comercial e financeiro) atingido pela empresa, o seu potencial de crescimento e internacionalização, o grau de inovação dos produtos, os processos e/ou o modelo de negócio e a possibilidade de replicação das boas práticas identificadas”. Fontainhas Fernandes sustenta que “a incorporação de conhecimento, os novos produtos e as novas ideias podem ser pontos a ter em atenção, sempre num quadro de responsabilidade ambiental e social”, prometendo igualmente privilegiar “as iniciativas empresariais que projetem o empreendedorismo português e que possam servir de modelo para as novas gerações”.

Numa visão mais geral e abstrata sobre a questão do futuro da economia e do empresariado nacional, Fernando Alexandre considera que é preciso mudar, e com rapidez: “A economia portuguesa precisa de acelerar a mudança da sua estrutura produtiva, que tem vindo a ocorrer num ritmo lento desde há alguns anos. Só dessa forma poderemos pôr fim ao regime de baixo crescimento económico em que vivemos desde o início do século XXI”. Na mesma linha do pró-reitor da Universidade do Minho está Manuel Pires de Matos, que salienta que “o crescimento da economia portuguesa nos últimos 15 anos foi anémico e não se perspetivam alterações significativas a médio prazo”. Por isso, assegura, “quem quiser crescer só o conseguirá se vocacionar as suas empresas para os mercados globais. A economia é cada vez mais aberta pelo que só quem tentar fazer sempre mais e melhor conseguirá vencer”.