Fazemos Bem

04/12/2017

Um negócio que montou a tenda no Norte mas cedo chegou a todo o país

Telfor. Compromisso, responsabilidade, integridade e excelência. Estes são alguns dos valores que devem nortear o funcionamento de qualquer instituição, seja ela de que ramo for. Ao mesmo tempo, são também estas as máximas que a Telfor enumera como sendo os pilares sobre os quais, há 30 anos, desenvolve um trabalho bem sucedido na distribuição e comercialização de têxteis técnicos, assim como no aluguer e venda de tendas. Com sede em Lordelo (freguesia pertencente ao concelho de Guimarães), esta empresa tem conhecido um desenvolvimento assinalável nos últimos tempos. De tal forma que se prepara inclusive para aumentar substancialmente o espaço de trabalho de que dispõe.

Tudo começou, portanto, em 1987, graças à ação conjunta de Carlos Vaz e Miguel Abreu, os dois fundadores deste empreendimento. Hoje, o primeiro mantém-se à frente dos destinos da empresa, enquanto sócio-gerente. Já o segundo abandonou as funções que exercia por motivos de saúde, tendo deixado a continuação do legado empresarial à responsabilidade de Pedro Abreu, seu filho, que assume igualmente o cargo de sócio-gerente da Telfor.

Os primeiros anos de vida não se revelaram fáceis, mas a partir de determinada altura o cenário mudou. “Começámos quase do nada e passámos por muitas dificuldades de início porque não tínhamos instalações nossas, nem nunca solicitámos ajudas. O ano 2000 veio marcar um ponto de viragem já que adquirimos instalações próprias e criámos outras condições, até mesmo a nível logístico, que nos permitiram servir os clientes rapidamente. A partir daí, as coisas foram acontecendo e fomos progredindo”, explica Carlos Vaz.

A atividade laboral da Telfor centra-se nos têxteis técnicos (onde é líder de mercado na distribuição) e nas tendas. O sócio-gerente da empresa refere que “aquilo que se faz no âmbito das tendas é a criação de espaços temporários para os mais variados fins – feiras, casamentos, conferências ou espetáculos. Na parte dos têxteis técnicos, há uma grande diversidade de aplicações em tudo o que precise de proteção do Sol ou resistência à água, como por exemplo parques de estacionamento, campismo, agricultura, publicidade ou transportes”.

No que respeita à balança comercial, os pesos ficam praticamente divididos pelos dois campos – com os têxteis a deterem, apesar de tudo, alguma primazia – mas em termos de mão de obra são as tendas quem exige um maior dispêndio de tempo e de energia. “As tendas ocupam-nos mais em termos de pessoal; é claramente a vertente mais trabalhosa”.

São vários os fatores que contribuem para o facto de esta empresa ter vindo, paulatinamente, a distinguir-se. Desde logo, há que destacar as múltiplas áreas nas quais os têxteis técnicos distribuídos pela Telfor podem ser utilizados, o que, por inerência, permite abranger um número de compradores também ele mais diversificado. De igual modo, é de assinalar um forte compromisso com estes últimos, que se traduz por uma entrega eficiente e feita no prazo máximo de 48 horas. “É um ponto de honra para nós”, comenta Carlos Vaz a este propósito. Isto obriga a que haja, de maneira permanente, um stock elevado que garanta um cumprimento regular das encomendas.

Aquando do começo, o espaço existente (localizado em Vizela) era alugado e demasiado reduzido para fazer sonhar os responsáveis da Telfor com voos mais ambiciosos. A aquisição das instalações de Lordelo foi, por isso, de uma valia inestimável para que se tornasse possível crescer e estar à altura das exigências que esse crescimento pressupôs. Para março do próximo ano está prevista ainda a requalificação de outro pavilhão, entretanto adquirido, que terá 4 mil metros de área coberta e 3 mil de área descoberta e que, assegura o sócio-gerente, “vai permitir reunir melhores condições quer a nível de limpeza de lonas, quer na questão das cargas e descargas”.

Sob a alçada da empresa estão 25 funcionários que contribuem para que, entre outros aspetos, se consiga montar uma média de 5 tendas de grandes dimensões por semana. Carlos Vaz acredita na possibilidade de vir a admitir um número superior de trabalhadores: “Este ano contratámos cinco pessoas e, no futuro próximo, pensamos contratar mais”.

Quanto a dados de faturação, a Telfor encaixou 6,6 milhões de euros em 2016 e estima-se que, em 2017, haja um aumento de 5%. Estas verbas devem-se a uma rede de clientes inserida em Portugal e na região espanhola da Galiza. Nos anos recentes, foram investidos mais de 800 mil euros, especialmente em infraestruturas.

Terminar a reformulação do espaço já adquirido para, posteriormente, avançar para outros desafios é, a médio prazo, a intenção dos sócios-gerentes da empresa. “Vamos andando sempre com os pés assentes na terra e sem nunca embandeirar em arco”.

Como cresceu?

A constante e incansável procura pelo primor nos trabalhos efetuados justifica, na opinião de Carlos Vaz, muito do recente crescimento registado pela Telfor. “Fazemos as coisas sempre de forma diferenciada e procurando a perfeição, no sentido de deixar o cliente satisfeito para que depois este deixe um feedback positivo sobre nós”. A relação de confiança construída com os clientes assume-se assim como um ponto primordial na política seguida. Pelo menos, essa é uma garantia expressa com clareza por este sócio-gerente: “Procuramos pôr os clientes sempre à frente. Reagimos com rapidez por forma a garantir a sua satisfação”. À parte isto, Carlos Vaz torna a salientar as aplicações financeiras feitas nos últimos anos que catapultaram, no seu entender, a empresa para outros horizontes: “Houve investimento em estruturas que não tínhamos, por exemplo tendas com maior facilidade de montagem. A partir daí, isto foi um comboio que se foi pondo em andamento”.

Duarte Pernes

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