Fazemos Bem

03/07/2017

Inovar para vender com maior valor é o caminho para crescer

Os Prémios Fazemos Bem do “Jornal de Notícias” (JN) estão de regresso para mais uma viagem pelo universo do empresariado nacional. Tal como sucedeu em iniciativas passadas, a intenção primordial passa por dar a conhecer o que de melhor se faz em Portugal a nível empresarial e destacar o espírito empreendedor daqueles que dão corpo aos casos de sucesso que aqui serão retratados.

A iniciativa, que parte agora para a sua quinta edição, é patrocinada pela Exponor e conta com os apoios da Associação Comercial do Porto e da Associação dos Industriais de Construção Civil e Obras Públicas. A Carmo & Cerqueira é parceira dos Prémios Fazemos Bem ao nível da auditoria.

A edição deste ano conta com algumas novidades relativamente ao modelo seguido até aqui. Serão apresentadas aos leitores as histórias de um total de 18 empresas, distribuídas segundo três critérios de seleção essenciais e já definidos: inovação, exportação e crescimento. Por cada um dos tópicos, serão eleitas seis unidades empresariais que podem pertencer a qualquer um dos três setores de atividade (primário, secundário ou terciário). No final, em dezembro próximo, irão ser premiadas três empresas deste lote – uma por cada tópico. O primeiro tema será o da inovação, indicador no qual o país está ainda longe da média europeia, sendo considerado moderadamente inovador.

Encarregado não só de escolher as referidas dezoito empresas a serem focadas pelo JN, como de premiar os vencedores, está um júri altamente qualificado nestas matérias e que é composto por António Fontainhas Fernandes, reitor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Paulo Nunes de Almeida, presidente da Associação Empresarial de Portugal (AEP), Ricardo Luz, administrador da Instituição Financeira de Desenvolvimento, Carlos Melo Brito, pró-reitor da Universidade do Porto, Pedro Araújo, editor do jornal digital Dinheiro Vivo, José Carmo, partner da sociedade Carmo & Cerqueira, e Fernando Alexandre, pró-reitor da Universidade do Minho.

Promover a inovação
Para Fernando Alexandre, “esta rubrica do JN contribuirá, mais uma vez, para a promoção de uma cultura empresarial dinâmica e inovadora, mostrando o que de melhor se faz em Portugal”. Igual anseio tem Ricardo Luz, que acrescenta que “existe nas empresas portuguesas, dos empresários aos colaboradores, elevada capacidade para fazer bem, em todos os setores de atividade e em todas as regiões”. Fontainhas Fernandes augura igualmente uma edição proveitosa, ao afirmar que “o historial de prestígio e a dinâmica continuada que os Prémios Fazemos Bem têm alcançado, tornam esta iniciativa um excelente meio de promoção do espírito empresarial”.

Carlos Melo Brito, por seu turno, coloca a fasquia bem elevada. “As expectativas que tenho em relação à edição do Prémio Fazemos Bem deste ano são maiores do que nunca. Felizmente, o nosso país tem vindo a fazer cada vez melhor. A verdade é que a crise que atravessámos a partir de 2011, a par dos impactos sociais muito negativos, obrigou as nossas empresas a reinventarem-se”.

Sobre o novo formato adotado, a opinião dos jurados é elucidativa. Fontainhas Fernandes esclarece que este “ambiciona dar resposta aos novos desafios do ecossistema empresarial, estando focado numa estratégia de abertura à inovação, à informação e ao mundo que é crucial para a competitividade e que assenta numa cultura de mérito”.

Já Carlos Melo Brito destaca o que considera ser um modelo que premeia o bom trabalho realizado: “A edição deste ano tem o grande mérito de passar de uma lógica de categoria de atividade para uma lógica de resultados. Por outras palavras, irá galardoar-se, não aquilo que se faz, mas aquilo que se atinge”. No mesmo sentido, Fernando Alexandre entende que “é muito oportuna a ênfase colocada no crescimento, exportações e inovação”. Ricardo Luz acredita que, deste modo, “haverá um concurso mais adequado à dinâmica das empresas modernas e competitivas que sabemos existir em Portugal”.

Exponor

Capacidade de adaptação e resiliência

Tal como ocorreu noutras ocasiões, a Exponor marca presença nesta rubrica do Jornal de Notícias. Paulo Nunes de Almeida, presidente da AEP, lança um vaticínio do que espera que seja esta edição. “Continuar a demonstrar que existe capacidade de fazer bem em Portugal, nos diferentes setores de atividade e nas mais variadas regiões, evidenciando e premiando exemplos que devem servir para motivar outros empreendedores”. O líder da AEP destacou também a visibilidade que o JN vem conferir a estes exemplos.

No que respeita à ação exercida, até aqui, pelo empresariado nacional, Paulo Nunes de Almeida realça os atributos que considera mais assinaláveis e elogia o seu cariz empreendedor. “Os empresários portugueses têm um forte historial de empreendedorismo, que não é de agora e que só quem não conhece a realidade das empresas nacionais poderá questionar. Há muitas décadas que se adaptam à conjuntura que enfrentam, arriscando quase sempre por sua conta e risco e revelando uma enorme resiliência pessoal e das suas equipas”.

Associação Comercial do Porto

Salientar a nata das empresas bem sucedidas

Outro dos parceiros deste projeto é a Associação Comercial do Porto (ACP) que, pelo seu vínculo com o progresso na Região Norte e em Portugal, tem por hábito apoiar este tipo de iniciativas. “Os Prémios Fazemos Bem, organizados pelo Jornal de Notícias – o único de referência nacional com sede no Porto – valorizam e premeiam empresas e empreendedores portugueses, em três capítulos tão importantes para o país como a inovação, a exportação e o crescimento”, refere Nuno Botelho, presidente desta instituição.

Para Nuno Botelho, as histórias retratadas nos Prémios Fazemos Bem vêm servir de inspiração, dar força e nortear os empresários nas suas ações. “Fazer esta seleção, a nível nacional, é escolher a nata da nata. São este tipo de iniciativas positivas que impulsionam os empresários e os apoiam no caminho da excelência e da sofisticação”, explicou. O presidente da ACP opina igualmente que “é necessário reforçar a estratégia nacional, com mais e melhores incentivos e oportunidades, à medida de cada setor empresarial”.

Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas

Apoiar mais os empreendedores é o caminho

A Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN) juntou-se também aos Prémios Fazemos Bem deste ano. Na ótica de Manuel Reis Campos, o seu responsável máximo, “abordar o que fazemos bem é falar da construção e do imobiliário. A experiência adquirida internamente, em obras emblemáticas, e o reconhecimento a nível mundial da qualidade da construção e da engenharia portuguesas, não só abriu as portas ao setor em todos os continentes, como é uma realidade incontestável”.

Para o futuro da economia portuguesa e daqueles que a compõem e lhe dão força, o presidente da AICCOPN defende uma maior proteção aos empresários que vão despontando: “Somos um país de empreendedores e a nossa história confirma-o. Todavia, sobretudo nos dias de hoje, quando vemos milhares de jovens, com uma qualidade extraordinária, procurarem oportunidades noutros países, é essencial criar condições para que a sociedade portuguesa apoie mais os seus empreendedores. É fundamental aproveitar todo este potencial”.

Carmo & Cerqueira

Reconhecimento de trajetória de sucesso

A Carmo & Cerqueira, uma sociedade de revisores de contas, com sede em Gaia, é a auditora da edição deste ano dos Prémios Fazemos Bem. José Carmo, partner da empresa, refere que o sucesso da Carmo & Cerqueira se deve a “uma equipa jovem e dinâmica que se pauta por padrões de elevada qualidade, procurando a excelência em tudo o que faz”. Este empreendedor acrescenta ainda que “a constante atualização, a diversidade de serviços e a capacidade de responder de forma célere e assertiva a questões tanto nacionais, como além-fronteiras, tem sido uma das componentes que tem distinguido a sociedade junto dos seus clientes”.

Sobre a iniciativa, José Carmo enaltece a contribuição desta na promoção e divulgação dos bons projetos empresariais do país. “Aqueles que são reconhecidos são estimulados a fazer melhor e os que esperam esse reconhecimento também se esforçarão para serem distinguidos em anos futuros. Acho que é sempre bom elogiar a superação e o trabalho das empresas. E é isso mesmo que o JN faz aqui”.

Duarte Pernes

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