Fazemos Bem

23/11/2016

Conferência. “Economia pode crescer 3% ao ano”

Legenda: Premiados: José Ferreira Pinto (Procalçado), Alexandra Carvalho Vieira (Veniam) e António Filipe (Symngton)

Pôr a economia portuguesa a crescer 3% ao ano não só é possível como “é um desafio que vale a pena”, sustentou, ontem, o presidente do Forum para a Competitividade, Pedro Ferraz da Costa, na conferência intitulada “Crescer para além da crise” que decorreu esta terça-feira (22 de novembro) no âmbito da entrega dos “Prémios Fazemos Bem”, uma iniciativa do JN que teve lugar na Fundação Cupertino de Miranda, no Porto, e que distinguiu três empresas dos setores primário, secundário e terciário.

“Temos andado, nos últimos meses, numa ação concreta de tentar encontrar medidas e fazer propostas estratégicas para pôr Portugal a crescer a uma taxa de pelo menos 3% ao ano. Isto é o mínimo que devíamos ser capazes de atingir. Não há razão nenhuma para crescermos menos do que os espanhóis, até porque eles são o nosso principal mercado de destino”, afirmou o empresário, defendendo ser viável “o PIB crescer, entre 2017 e 2020, a uma taxa de 2,7% ao ano e chegarmos a ter uma taxa média, nos 10 anos, pelo período de 2017 a 2026, de 3%”.

E, contas feitas, “não seria necessário deprimir muito o consumo privado”, argumentou Ferraz da Costa, estimando ser possível “levar as exportações para uma percentagem próxima dos 50% do PIB”. “Conseguiríamos, com uma taxa de crescimento do emprego à volta de 1% ao ano, chegar em 2026 a uma taxa de desemprego de 6,7%, baixando dos 12,4% atuais”, explicou. “E se os salários reais crescessem, o que prevemos no nosso quadro de planeamento, que é de 1,3% ao ano, isso significaria que as remunerações reais subiriam cerca de 15% neste período.

Os “Prémios Fazemos Bem” distinguiram as empresas Symington Family Estates (setor primário), a Procalçado (setor secundário) e a Veniam (setor terciário).

Os temas abordados na conferência serão desenvolvidos num suplemento que vai ser publicado na próxima terça-feira pelo JN.

Ana Correia Costa