Fazemos Bem

07/11/2016

Software de gestão português lança-se à conquista do Mundo

PHC. Audácia, paixão pelos clientes, coesão, excelência na execução, inovação e confiança são os lemas que regem e definem a atividade da PHC, uma empresa portuguesa que se especializou no desenvolvimento e produção de um software próprio que visa dar resposta a múltiplas necessidades das empresas. Os clientes que procuram e utilizam esta aplicação já são inúmeros, mas, passo a passo, a intenção passa por aumentar e expandir o negócio ao Mundo inteiro.

Ricardo Parreira, o CEO da PHC, define claramente os parâmetros de ação da empresa, bem como o seu método negocial. “Nós fabricamos o software e vendemo-lo através de uma rede de parceiros. Só em Portugal, contamos com mais de 300 parceiros. O nosso modelo de negócio é vender aos parceiros e eles, depois, é que vendem aos clientes. Prestamos serviços de apoio, formação, suporte e treino tecnológico e de vendas aos parceiros e eles ajudam os clientes finais na implantação do programa e no apoio de pós-venda”.

A PHC surgiu no mercado há exatamente 27 anos. Ricardo Parreira conta como tudo sucedeu. “Na altura, eu e outro dos sócios fundadores estávamos na faculdade e queríamos fazer uma empresa de consultoria. O primeiro negócio que apareceu foi justamente de consultoria para montar uma rede e desenvolver um software. Ficámos apaixonados e começámos a desenvolver este tipo de programa”. No início, a ideia passava por vender de forma direta e ir moldando o sistema ao gosto de cada cliente, mas com um avolumar de pedidos, tal tornou-se impraticável. “A certa altura, vimos que o melhor era fazer um software que servisse para muitas empresas e focarmo-nos na sua progressão, arranjando, ao mesmo tempo, parceiros que se centrassem na sua implementação”, explica o CEO da PHC.

Hoje são mais de 30 mil as unidades empresariais que recorrem ao produto trabalhado e oferecido por esta empresa. A maior parte delas insere-se em Portugal, mas há casos espalhados um pouco por todo o Mundo (Brasil, Estados Unidos, Dubai, Hong Kong, etc). No essencial, provêm dos setores do retalho, da indústria e dos serviços. Contudo, a horizontalidade e capacidade de adaptação do software fazem com que empresários de outros ramos, como por exemplo o agrícola, também o utilizem com frequência.

No Porto e em Lisboa localizam-se as instalações da PHC em território nacional. Porém, esta possui, igualmente, espaços em Madrid, Maputo e Luanda. Quase metade da empresa encontra-se direcionada para a investigação e desenvolvimento. Paralelamente, Ricardo Parreira enaltece a relevância de um bom ambiente laboral, assente na cooperação e bem-estar. “Preocupamo-nos que as pessoas trabalhem com qualidade e sejam profissionais, mas também queremos que gostem de fazer o que fazem e se divirtam porque a vida não é só trabalho. Temos um grande espírito de entreajuda”.

No presente momento, estão empregadas na PHC mais de 170 pessoas, com a fatia predominante a operar em Portugal. Sem avançar com dados exatos, Ricardo Parreira garante que 2017 já está a ser planeado e que irá haver um aumento neste capítulo, tendo este ano, de resto, sido criados 33 novos postos de trabalho.
Em termos de volume de negócios, a empresa alcançou o seu recorde em 2015, com 9 milhões de faturação. Para 2016, o CEO da PHC assume as dificuldades de uma previsão concreta, mas adianta que no primeiro trimestre houve um crescimento de 23% face ao ano último e, em virtude disso, “este será, com altíssima probabilidade, mais um ano de recordes a nível de vendas”.

Para além dos mercados de Espanha, Angola e Moçambique – que são para manter -, a PHC acabou de se instalar no Peru. O objetivo é garantir uma implementação na América Latina, através da criação de um sistema de suporte que opere no mesmo fuso horário. A partir daí, revela Ricardo Parreira, “ a finalidade é chegar a outros países, como o Chile e a Colômbia, que estão numa fase ótima e que, com certeza, precisam deste software”.

No leque de prémios com que a empresa foi agraciada, o CEO destaca um que o sensibilizou de modo especial. “Uma das distinções que mais aprecio foi o prémio de melhor software de gestão, concedido pela revista PC Guia. Aí são os leitores que votam e, quando é o público a decidir, significa realmente que fizemos um bom trabalho. Somos conceituados e temos uma excelente reputação, mas este tipo de galardões são os de que gostamos”.

Para o longo prazo, finalmente, Ricardo Parreira não esconde a ambição de continuar a crescer, engrandecendo o nome de Portugal e chegando até onde as possibilidades da PHC alcançarem. “Sou muito orgulhoso de Portugal. Nós desejamos levar longe aquilo que se faz neste país e queremos estar no maior número de nações, sem nos dispersarmos. A nossa pretensão é conquistar um lugar de cada vez até conquistarmos o Mundo”.

Como cresceu durante a crise?

Ricardo Parreira explica que a grave crise financeira mundial foi um dos testes que a empresa conseguiu superar, muito graças aos permanentes ajustes que foram feitos e a uma adaptação constante às diversas realidades. A juntar a isto, o CEO destaca o realismo e a capacidade de planeamento como atributos fulcrais para o bom funcionamento da PHC. “Estamos sempre a adaptar-nos e, nesse sentido, pensamos e projetamos as coisas com tempo. Quando fazemos investimentos, ponderamos tudo e analisamos os riscos. Ao longo de todos estes anos nunca tivemos prejuízos, fomos constantemente rentáveis”. A manutenção de uma autonomia financeira total é outra das prerrogativas que Ricardo Parreira faz questão de enfatizar. “Não temos qualquer tipo de financiamento. Pelo contrário, autofinanciamos os nossos projetos. Gostamos muito da nossa independência e isso ajudou a ultrapassar a crise porque podemos mudar e só temos de nos preocupar connosco. Estamos cá para durar durante muitos e muitos anos”.

Duarte Pernes

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