Fazemos Bem

24/10/2016

Nascida para liderar o mercado dos grandes ecrãs de toque

Edigma. O século XXI tem sido pródigo numa sofisticação e celeridade assinaláveis quanto à maneira como pessoas e instituições comunicam. Acompanhar a evolução da tecnologia, inovando com isso a forma de apresentação dos produtos ou agilizando a capacidade de resposta dada aos clientes, é, assim, um dos maiores desafios que se coloca a empresários e respetivos empreendimentos.

A Edigma, uma empresa portuguesa instalada em Braga, presta o seu contributo precisamente no sentido de modernizar e equipar tecnologicamente projetos e obras dos mais variados campos. Em concreto, vem criando e desenvolvendo ecrãs táteis de grande dimensão, além de efetuar outro tipo de experiências interativas a nível digital. Ao JN, Ema Cruz, a diretora-geral, começa por esclarecer com mais precisão o conceito que melhor define a ação da Edigma. “Participamos em projetos que assentam em experiências interativas e de sinalética digital. No que toca àquilo que se poderá designar como o nosso produto, desenvolvemos quiosques e mesas interativas, assim como ‘touch displays’ de grande formato, nos quais combinamos de modo integrado as componentes de hardware e software”.

Enquanto modelo de negócio adotado, a empresa assume uma série de serviços que lhe permite exercer uma ação completa e total nos engenhos que produz e que facilita a relação com os parceiros negociais. Como refere Ema Cruz, “trata-se de um sistema de ‘full-service company’. Ou seja, é garantida uma intervenção em todo o processo: desde o seu início, quando é trabalhado o design, até à fase da pós-venda, em que é assegurada a manutenção e a assistência técnica”. Isto só é possível, no entender da diretora-geral, graças a uma equipa multidisciplinar e com competências técnicas adquiridas em diversas áreas específicas do ramo tecnológico.

Foi durante o ano de 2000 que a Edigma iniciou aquele que viria a ser um percurso marcado pelo êxito imediato e constante até ao presente. O ambiente de investigação e conhecimento académicos da Universidade do Minho funcionou de berço para esta unidade empresarial. “Os fundadores da empresa estavam ligados à Universidade do Minho e às questões relacionadas com a tecnologia. A partir daí, juntaram-se e começaram este negócio. Os primeiros anos foram de forte crescimento e agora temos um posicionamento de liderança no mercado em relação a este tipo de ferramentas”, conta Ema Cruz.

Em termos dos parceiros com que opera, a empresa evidencia uma grande abrangência, não restringindo o seu trabalho a um grupo fechado de clientes. A diretora-geral da Edigma afirma, no entanto, que “os setores do retalho, da banca, do turismo e dos museus são aqueles que detêm o maior enfoque e protagonismo”. Entre os numerosos espaços a que estes ecrãs “touchscreen” chegaram, destacam-se por exemplo o Parlamento português, o Mar Shopping e Museu do F.C. Porto.

Porém, para que seja possível continuar a crescer e a averbar resultados positivos, é também necessário que a mentalidade do empresariado nacional não se paute por uma política refratária em relação às novas tecnologias e, pelo contrário, as privilegie nas suas múltiplas atividades. Ora, isto é algo que, na ótica de Ema Cruz, tem ocorrido: “O mercado português é, por norma, um mercado atento à tecnologia e que a aprecia. Nós sentimos isso e quando há grandes players que, nos seus espaços públicos, investem neste estilo de aparelhos, é óbvio que isto depois acaba por gerar uma sensibilidade transversal que se reflete no nosso negócio”. Este é um dado sobremaneira relevante, atendendo ao facto de que a franca maioria dos trabalhos que a Edigma realiza vêm exatamente do segmento luso. Já no que respeita a projetos internacionais, a diretora-geral desta empresa revela que em breve lhes será dada uma atenção superior. “A nossa aposta vai para o mercado português, contudo já temos clientes de fora e, nos próximos cinco anos, queremos crescer cerca de 35% internacionalmente”. 

No grupo, trabalham 64 colaboradores vindos, na generalidade, da Universidade do Minho e com habilitações ligadas, sobretudo, o às novas tecnologias. É muito graças a eles que os responsáveis da Edigma preveem, já para 2016, um crescimento de 40% face ao ano anterior, no seu volume de negócios.

A destacar ainda está o prémio de melhor instalação de sinalética digital (efetuada no centro comercial Alegro, de Setúbal), outorgado pela ISE este ano, em Amesterdão. Este foi, de resto, um dos galardões mais significativos que a empresa recebeu. Um incentivo que, decerto, ajudará a Edigma na tentativa de lograr os objetivos que traçou. São eles o reforço da qualidade dos serviços; a continuidade na vanguarda da inovação e da criação de produtos de valor acrescentado; e a manutenção de uma equipa virada para a investigação e desenvolvimento.

Como cresceu durante a crise?

A Edigma não se deixou amedrontar pelos efeitos nefastos que a crise financeira trouxe para a economia mundial e, de um modo muito particular e evidente, para o mercado nacional. Pelo contrário, segundo Ema Cruz, esta conjuntura foi vista pela empresa como um bom momento para vingar e crescer. “Conseguimos contornar as dificuldades. Aliás, a crise foi uma oportunidade para ideias e negócios como os que desenvolvemos. Este tipo de projetos e experiências têm sempre como grande objetivo o reforço das marcas, a sua visibilidade e a possibilidade de atrair clientes. Ou seja, o nosso trabalho vai ao encontro dos planos que, em épocas de dificuldade, as empresas em geral costumam adotar e, por isso, há uma aposta da parte delas naquilo que nós fazemos. Consequentemente, tudo isso faz com que essas empresas acabem por nos levar para um cenário de crescimento. Estamos habituados a trabalhar com grandes marcas, que têm sempre espaço para estratégias a nível tecnológico”.

Duarte Pernes

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