Fazemos Bem

26/09/2016

Fazemos Bem 2016. Empresas de serviços em destaque

A iniciativa Prémios Fazemos Bem 2016, do JN, vai entrar na sua reta final com a publicação de reportagens sobre as seis empresas que, durante o presente ano, se destacaram no setor terciário (atividades do comércio de bens e prestação de serviços). A área em questão detém a maior fatia quer no Produto Interno Bruto (PIB) nacional quer a nível de empregos. É mesmo responsável por mais de 75% do PIB, empregando cerca de 65% da população ativa. No entanto, tem-se verificado um esbatimento de fronteiras entre os setores secundário e terciário. Esta é a opinião de Alberto Castro, chairman da Instituição Financeira de Desenvolvimento, que afirmou, na última conferência da iniciativa realizada em 2015, que “com o crescimento das tecnologias, por um lado, e devido aos efeitos da globalização, por outro, houve um esbatimento progressivo das fronteiras entre o setor da indústria e aquele que é hoje o setor dos serviços”.

Tanto a Sapec Agro Business como a Exponor mantêm-se como parceiros da rubrica que, desta feita, contará igualmente com o apoio da OLI. Também em conformidade com o que vem sido feito até aqui, procurar-se-á entender o que fez com que as empresas retratadas tivessem resistido à crise financeira e conseguido mesmo progredir. Para tal, voltará a ser destacada, em todas as publicações, a questão central “como cresceu durante a crise?”. Além disso, serão escalpelizados outros itens que o júri terá em consideração na sua avaliação, tais como: inovação, criação de valor acrescentado ou penetração nos mercados externos.

Os Prémios Fazemos Bem de 2016 iniciaram o seu périplo pelos empreendimentos lusos em maio último. O fim chegará no próximo mês de novembro, altura em que se realizará uma conferência para a atribuição das distinções a uma empresa de cada um dos três setores.

EXPONOR

Esforço deve ser reconhecido

A Exponor mantém-se como patrocinadora deste projeto editorial que visa pôr em evidência o que de melhor se faz no país em termos empreendedores. Na visão de Paulo Nunes de Almeida, presidente da Associação Empresarial de Portugal (AEP), esta iniciativa assume, desde há muitos anos, uma grande relevância no panorama da informação económica. “Considero ser de grande relevância o reconhecimento público do esforço e das capacidades demonstradas pelos empresários nacionais, neste caso com o impacto de ter mais visibilidade por ser através de um meio de comunicação social com a relevância do Jornal de Noticias”. Paulo Nunes de Almeida aproveita, igualmente, para realçar os benefícios da exposição e o exemplo profícuo que os mais empreendedores podem representar, ao afirmar que “mostrar e debater as melhores práticas se torna essencial com vista à partilha do conhecimento e para desenvolver estímulos para o aparecimento de outros seguidores”. O líder máximo da AEP elogia ainda a postura dos empresários nacionais: “Tenho testemunhado a capacidade dos empresários portugueses em superar as adversidades, inovando nos processos e nas abordagens ao mercado – em especial aqueles que apostam no crescimento das exportações e na substituição de importações -, sendo notória a sua capacidade de adaptação e resiliência”.

SAPEC AGRO BUSINESS

Pela valorização da qualidade

Tal como vem ocorrendo desde o arranque dos Prémios Fazemos Bem, a Sapec Agro Business apoia a iniciativa que, a partir de 3 de outubro, vai dar a conhecer as seis empresas que mais se notabilizaram no âmbito do setor terciário. Para João Martins, diretor de marketing estratégico desta unidade do Grupo Sapec, os empresários nacionais têm evoluído de forma a tornarem-se pró-ativos e independentes. “A inovação, a boa gestão e a geração de riqueza sustentável estão cada vez mais presentes no jargão do empreendedorismo em Portugal. O empreendedorismo, composto por este tipo de dinâmica, é o que vai gerar riqueza, capacidade de exportação e know-how para agir à escala global”. No que aos Prémios Fazemos Bem diz respeito, o seu desejo é de que estes “possam ser, novamente, um momento de valorização do que se faz em Portugal com qualidade”, considerando o projeto como “uma oportunidade relevante para lançar ideias, dinamizar empresas e estabelecer eventuais pontes”. Em relação à atividade da Sapec Agro Business, João Martins destaca a primazia dada aos processos de investigação e desenvolvimento em genéricos, assim como o investimento tecnológico e nas exportações: “Somos uma empresa que investe anualmente 5% do volume de negócios na área regulamentar e em I&D, que todos os anos se moderniza tecnologicamente e que aposta na exportação”.

OLI

Parceiro com provas dadas 

A Oliveira & Irmão (OLI) constitui-se como a novidade, relativamente aos parceiros desta última etapa dos Prémios Fazemos Bem 2016. Fundada em 1954, a OLI dedica-se ao fabrico de autoclismos. Os seus produtos estão já espalhados por mais de 60 países, inseridos nos cinco continentes. Aliás, é justamente das exportações que provêm 80% das suas vendas. Com um nível de faturação de 46 milhões de euros em 2015, esta empresa de Aveiro tem sob a sua alçada cerca de 370 funcionários, destacando-se aqui o papel das mulheres, que assumem relevo tanto na área da produção, como em cargos de chefia. Para lá disto, António Oliveira, o presidente da OLI, enaltece a aposta que tem sido feita em pesquisas com vista ao progresso: “Nos últimos anos investimos perto de 10 milhões de euros em I&D e é este ritmo que marca o nosso quotidiano”. Para o futuro, o responsável da empresa garante que a intenção passa por cimentar o processo de internacionalização e continuar a primar pela qualidade. “Queremos consolidar os mercados internacionais em que estamos presentes e, principalmente, o nosso posicionamento pela notoriedade, valor e diferenciação positiva dos produtos”. Refira-se que esta não é uma estreia absoluta nos Prémios Fazemos Bem, já que a OLI foi no ano transato uma das empresas a ter sido destacada no JN.

Duarte Pernes