Fazemos Bem

27/06/2016

Indústria à procura do futuro

Após a publicação de reportagens sobre as empresas eleitas como sendo as melhores do setor primário, a iniciativa Prémios Fazemos Bem avança agora para a indústria. A partir do dia 4 de julho, e durante as semanas seguintes, sempre à segunda-feira, vamos dar-lhe a conhecer as seis empresas que se destacam no setor secundário. Exponor e Sapec Agro Business continuam a ser parceiros desta iniciativa que só termina em novembro próximo.

Tal como já sucedeu no setor primário, a edição 2016 dos Prémios Fazemos Bem para o setor secundário irá estabelecer um fio condutor com base na pergunta “como cresceu durante a crise”. De facto, o júri da iniciativa elegeu este como um dos critérios fundamentais para a escolha das melhores empresas portuguesas dos três setores da economia, para além da sua capacidade de inovação, criação de valor acrescentado e grau de presença nos mercados externos.

Em suma, a resiliência das empresas é uma das características fundamentais, merecendo destaque as empresas que crescem ou até nascem em momentos de sérias dificuldades para o conjunto da economia nacional. Na edição de 2015, a Adira foi eleita como sendo a melhor do setor secundário. António Cardoso Pinto, presidente da empresa vencedora, explicou então que os últimos sete anos tinham sido de enormes dificuldades, mas os obstáculos foram ultrapassados ao investir quando os outros desinvestiam e também ao apostar na inovação do produto. “Reunimos as melhores condições para responder à retoma do mercado, que agora estamos a sentir”, afirmou. Tal como a Adira, muitas outras empresas industriais resistiram ou até cresceram durante a crise. O JN dará a conhecer seis casos exemplares.

Para além de exportar, o que devem as empresas fazer? “Devem ter ligações às universidades e a centros tecnológicos, por forma a terem tecnologia e processos de engenharia intensivos, bem como controlo nos circuitos de distribuição dos mercados externos. Por outro lado, é importante dar uma imagem de qualidade e de marca sem a qual a gente não conquista clientes sofisticados”, afirmou Mira Amaral, ex-ministro da Indústria e orador principal numa das conferências da iniciativa realizada em 2015. Carlos Brito, pró-reitor da Universidade do Porto, concordou. “A geração de valor passa pela criação de marcas fortes. Uma marca, do ponto de vista do marketing, não é apenas um símbolo e um nome, mas tudo aquilo que ela representa”.