Fazemos Bem

28/09/2015

Tecnológica número um no crescimento está a faturar milhões pelo Mundo fora

“É um grupo de quatro empresas e todas atuam na área do marketing digital”. É desta forma que Cláudio Fernandes, CEO da Adclick, explica o que é hoje esta empresa portuense incubada no Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto (UPTec) e com escritório no Brasil. Em Portugal, a empresa foi a tecnológica que mais cresceu, em 2014, em termos de volume de negócios.

“Nos últimos cincos anos, temos evoluído a um ritmo médio de 92% por ano”, aponta Cláudio Fernandes. Em 2014, a faturação consolidada atingiu os sete milhões de euros e este ano “deverá atingir os 12 ou 13 milhões de euros”, refere. No ano passado, foi nomeada uma das 50 empresas tecnológicas da Europa, África e Médio Oriente com melhor prestação no volume de negócios.

Quando, em 2007, em conjunto com três sócios – um dos quais entretanto saiu – se lançaram no projeto, olharam para o mercado digital “como uma grande oportunidade”. E com essa certeza de base tinham dois objetivos claros: “crescer muito” e “trabalhar de imediato para fora de Portugal”.

“No início não sabíamos exatamente aquilo que íamos fazer”, assume o empresário, “embora existisse um projeto inicial que era um comparador de preços, chamado Baratix, que comparava o preço dos produtos eletrónicos nas diferentes lojas”. Em Portugal, a ideia não foi bem sucedida, explica, “porque o mercado ainda não estava preparado”. O percurso permitiu aos empreendedores perceberem “que existiam muitas outras oportunidades e que o online iria crescer imenso”.

O tempo mostrou que estavam certos. Hoje estão presentes em mais de 13 países, são donos de mais de 100 websites e comunidades de Facebook em todo o Mundo e empregam 120 pessoas. Greenpeace, Banco Itaú, Cofidis, EDP e Galp são apenas alguns dos seus clientes.

Pelo caminho, a Adclick deixou de ser apenas uma empresa, para se transformar num grupo. “Temos uma estrutura mais complexa e com uma série de sócios minoritários. A nossa estratégia é que nos projetos que lançamos existam sócios para além dos do grupo, e que são os próprios empreendedores e autores dessas ideias”, explica Cláudio Fernandes. “Quando aparece uma oportunidade que faça sentido integrar e desenvolver, nomeadamente uma atividade diferente dentro do grupo, queremos que essa empresa tenha independência, ainda que dentro das linhas de orientação do grupo”. O CEO garante que “é uma forma de fixar as pessoas” e que a estratégia é “não ter uma estrutura muito centralizada”.

De momento, a Adclick conta com quatro empresas formadas. “Temos a Adclick que faz publishing de websites, ou seja, somos donos de mais de 100 websites e comunidades de Facebook em todo o Mundo”, aponta Cláudio Fernandes. São sites focados em quatro áreas: finanças pessoais, emprego, educação e entretenimento. O E-konomista, O Meu Portal Financeiro, o JobTide, o NCursos e o Vida Ativa, são alguns exemplos.

A nível internacional, refere o empresário, “temos exatamente os mesmo websites traduzidos e com conteúdos locais”. E quem são os clientes? “São todos os que fazem publicidade no mundo online, como a Cofidis e a EDP, e toda a gente que usa o meio digital para publicitar”, assegura.

Um dos seus fatores de diferenciação, afirma, é o facto de “toda a estrutura estar assente numa tecnologia desenvolvida por nós e que nos permite rapidamente lançar um website. A única coisa que precisamos é dos conteúdos e, para isso, trabalhamos muito com jornalistas freelancers que nos produzem conteúdos de diversas áreas”.
A Emailbidding é outra empresa do grupo. “Trata-se de uma plataforma que junta a oferta e a procura ou seja, quem tem bases de dados e dá autorização para passar mensagens publicitárias nos emails, e depois quem tem mensagens publicitárias para veicular. Temos uma metodologia em que cobramos por click que foi uma coisa inovadora no email marketing. Antes, cobrava-se pelo envio”, recorda. Essa empresa trabalha “com agências de publicidade” e encontra-se ativa “no mercado português, espanhol, francês, polaco e está a ser lançada no mercado brasileiro”.

E é precisamente no Brasil que está instalada outra empresa do grupo, a Beeleads. Cláudio Fernandes explica que se trata “de uma agência de marketing de performance” que “foi como começou a Adclick”. O que é? “Não é diferente de uma agência de publicidade normal, tem só um pequeno detalhe que é o facto de as agências de performance serem pagas apenas pelos resultados que os clientes atingem”, explica.

Por último, existe a Smarkio, que consiste numa “plataforma de automação dos processos de marketing digital. Imaginemos que há um visitante num website: a tecnologia vai conseguir identificar esse visitante e registar todas as interações que essa pessoa teve, desde as páginas que visitou, o tempo que demorou em cada uma das páginas, se deixou alguma forma de contacto. Depois, ligamos essa informação toda e agimos de forma personalizada com essa pessoa”, explica o CEO.

Marta Araújo