Fazemos Bem

11/09/2015

Adira venceu Prémio Fazemos Bem para o setor secundário

A Adira, empresa do Porto que desenvolve equipamentos para a indústria de metalomecânica com tecnologia própria, e que tem clientes como a Bombardier, Bosch, Siemens, Motorola, Airbus ou Boeing, foi a vencedora do setor secundário dos “Prémios Fazemos Bem 2015”. Para além de um troféu, a empresa ganhou uma bolsa de publicidade, no JN, no valor de 30 mil euros. António Cardoso Pinto (à direita na foto), presidente da empresa, recebeu a distinção das mãos do secretário de Estado Adjunto da Economia, Leonardo Mathias (à esquerda na foto).

O anúncio foi feito ontem, dia 10, na Exponor, durante a conferência com o mesmo nome e que juntou, entre outros convidados, os representantes das 10 empresas que constituem “a nata da nata” – nas palavras de Domingos de Andrade, diretor executivo do JN – do tecido empresarial português nas atividades industriais.

Para ficar a conhecer o teor de todas intervenções feitas nesta conferência, compre o JN e leia tudo num suplemento de oito páginas que jornal irá publicar no dia 17 de setembro. A próxima conferência,que será dedicada ao setor terciário, tem lugar no dia 10 de dezembro, na Exponor, em Matosinhos.

“Aquilo que foi mais notável no programa de ajustamento da troika foi o comportamento dos nossos empresários, que conseguiram ultrapassar todas as minhas expectativas”. As palavras são de Mira Amaral, presidente do Banco BIC e antigo ministro da Indústria do PSD, que lhes elogia “o compromisso e a capacidade de aguentar não só a quota no mercado externo, para onde já exportavam,” bem como “a entrada em novas geografias, apesar de todas as dificuldades” no contexto interno e externo. O antigo governante foi o orador principal da conferência. 

A cerimónia dos Prémios Fazemos Bem contemplou um debate que juntou Paulo Nunes de Almeida, presidente da Associação Empresarial de Portugal (AEP), Carlos Brito, pró-reitor da Universidade do Porto, Paulo Vaz, diretor-geral da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal, e José Redondo, diretor-geral da Bial.

Os desafios da exportação, a importância da implementação de valor acrescentado nos produtos e serviços, a inovação como porta para a diferenciação nos mercados, o amadurecimento da ligação do ensino superior com as empresas e o papel do Estado na relação com o tecido empreendedor, foram alguns dos temas abordados no certame.

Mira Amaral setor secundário

Sobre o triângulo “empresas, banca e Governo”, Mira Amaral (na foto em cima) destacou um “erro” do atual Executivo no que diz respeito à execução do programa de ajustamento. Em causa está o facto de o Governo “não ter exigido à troika mais 30 mil milhões de euros, valor que correspondia aos valores da dívida das empresas do Estado à banca. Se esse valor existisse, poderia ter sido concedido mais crédito às empresas, com repercussões em toda a economia”.

Para o secretário de Estado Adjunto da Economia, Leonardo Mathias, que encerrou a conferência, “hoje, Portugal é um país de boas contas” tendo sido “criado um ambiente de negócios mais favorável ao investimento e à criação de emprego”. Sobre as exportações, sublinhou, “no primeiro semestre de 2015 atingiram o valor histórico de 36 mil milhões de euros”.

Marta Araújo