Fazemos Bem

03/08/2015

Décadas de sucesso a fornecer embalagens a grandes marcas

Muitos produtos que encontramos nas prateleiras das lojas e hipermercados têm um denominador comum: a Graphicsleader Packaging. Para a maioria dos portugueses será um nome desconhecido, mas esta empresa de Vila Nova de Gaia é responsável pela produção das embalagens e rótulos em cartão de vários artigos que trazemos para nossas casas. Um negócio que traz consigo a experiência de mais de um século de história e que exporta metade das vendas para Europa e África.

Falar da Graphicsleader é abordar, na verdade, a história de duas empresas que um dia juntaram esforços. A Litografia de Portugal, estabelecida em Lisboa desde 1893, e a Valentim Santos, a operar no Grande Porto desde 1978, abraçaram um processo de fusão em 2002. Eram os dois maiores operadores nacionais na área das embalagens de cartão e da fusão surgiu um negócio mais forte. “Percebemos que o futuro faria mais sentido assim e avançámos para ficarmos mais competitivos. Hoje, somos líderes em Portugal e uma das três maiores empresas ibéricas do setor”, explica o presidente executivo Vítor Santos.

Especializada em embalagens de cartão compacto, rótulos e embalagens de micro cartão, a Graphicsleader trabalha para setores como alimentar, bebidas, higiene e calçado. Na prática, a empresa é responsável por imprimir embalagens de cereais, comida para bebé, iogurtes, packs de cerveja, vinhos, cápsulas de café, detergentes ou calçado, entre outros artigos.

Nestes 122 anos de existência, a empresa manteve a confiança de vários clientes ao longo de décadas. “Somos fornecedores da Nestlé Portugal há cerca de 80 anos. É nosso cliente mais antigo, com quem temos uma relação estreita e produção diária. É um tipo de parceria que se replicou com outras empresas. Somos parceiros deles e queremos crescer em conjunto com eles lado a lado”, refere Vítor Santos. Além da Nestlé, a carteira de clientes da empresa inclui nomes como Lactogal, Delta, Danone, Cerealis, Unicer, Jerónimo Martins, Unilever, Sumol+Compal, Ecco e Gabor, assim como a maioria das marcas da indústria de conservas.

De momento, perto de 50% das vendas da Graphicsleader Packaging destina-se à exportação, com Europa e África (principalmente Magrebe, onde está há mais de 35 anos) a serem os principais mercados, onde Espanha, França e Marrocos são os países mais representativos.

Por outro lado, mais de um terço dos produtos vendidos a clientes em território nacional, também acaba por se dirigir ao mercado externo. Outro indicador aponta que, em Portugal, a empresa é responsável por mais de 40% das exportações nesta área.
Depois da fusão, o negócio registou um aumento significativo, mas a crise financeira trouxe novos desafios. “Entre 2002 e 2008, crescemos na ordem dos 20%. No entanto, a partir daí, os preços baixaram bastante. Tivemos mais encomendas e transformámos mais folhas de cartão, mas a faturação não acompanhou este crescimento”, salienta o administrador. Em 2014, o volume de negócios da empresa rondou os 27 milhões de euros.

Para dar resposta a esta fase mais complicada da economia, eficiência e rentabilidade foram requisitos aos quais se deu a maior das atenções. “Tentamos ter a maior produtividade possível e ser uma empresa modelar nos seus processos. Para isso, contámos também com a ajuda do Instituto Kaizen em 2013”, frisa.

A empresa tem cerca de 180 colaboradores. Fazendo jus ao lema da casa, de “melhoria contínua”, a aposta em pessoas jovens com novas ideias é um desígnio ao qual a Graphicsleader junta experiência e conhecimento. “Se não tivermos uma boa equipa nada é possível. É o trabalho incansável da nossa equipa, em todos os departamentos, que dita o sucesso da empresa”, afirma Vítor Santos.

Cientes de que os seus produtos vão ser vistos e manuseados por milhares de consumidores, todos os pormenores contam na empresa, sempre atenta ao desenvolvimento de soluções inovadoras. “O cliente está permanentemente interessado nisso. Mais do que no design gráfico, para o qual as empresas têm equipas dedicadas, o nosso principal apoio passa pelo conceito da embalagem, em pequenas alterações que podem trazer uma melhoria na parte visual da embalagem e benefícios à exposição do produto e aumento da eficiência nas linhas de cliente”.

Hoje em dia, as empresas têm mais artigos, fazem mais promoções e trabalham várias embalagens ao mesmo tempo. “Por essa razão, as quantidades são cada vez mais pequenas e temos investido na preparação das máquinas para responder a este tipo de encomendas com flexibilidade. Estamos ao nível de países mais fortes no setor, como a Alemanha e a Holanda”.

“Não queremos ser os maiores, mas sim os melhores”, diz Vítor Santos, convicto que apenas deste modo a fidelização dos clientes se manterá. “Temos de continuar a fazer bem e cada vez melhor. Todos os dias temos algo de novo como desafio. É assim que queremos continuar, com paixão e gosto por aquilo que fazemos”.

Bruno Amorim