Fazemos Bem

29/06/2015

Colher os frutos da boa investigação

Em ritmo de crescimento e a retirar os dividendos de uma estratégia de inovação pensada há mais de duas décadas, a farmacêutica portuguesa Bial está a aumentar vendas e a entrar em mercados exigentes como os EUA, onde passou a comercializar o seu medicamento antiepilético em abril do ano passado.

António Portela, presidente da empresa, considera que “2014 foi um ano positivo com vários mercados em crescimento, como EUA e Espanha”. E as perspetivas da Bial continuam animadoras: “esperamos atingir um aumento da faturação na casa dos dois dígitos em 2015”.

Com medicamentos em 56 países (na Europa, África e Américas), a Bial está a dar continuidade à sua atividade de investigação e desenvolvimento (I&D) com o intuito de fomentar novos projetos como o segundo medicamento para tratamento da doença de Parkinson que lançou recentemente no mercado europeu.

Para o presidente da Bial, dois fatores contribuem para o sucesso da empresa. “Estamos a colher os frutos de um plano com 25 anos. Temos produtos em desenvolvimento desde os anos 90 e foi esta estratégia de inovação, investindo atempadamente em I&D que nos permitiu ser competitivos em mercados exigentes. Por outro lado, o êxito também passa por termos uma equipa qualificada de 900 pessoas, em que 75% tem formação superior”, explica.Entrevista com António Portela

Hoje a Bial exporta 55% da sua produção e tal deve-se a muita resiliência. “Na indústria farmacêutica a inovação demora sempre 10 a 15 anos a transitar para o mercado. Hoje somos capazes de fazer um medicamento inovador na Europa, nos EUA ou no Japão, o que gera níveis de motivação e confiança enormes, por sabermos que somos capazes”.

Sobre a iniciativa Prémios Fazemos Bem, António Portela espera que “seja dado destaque a bons exemplos de empresas de que nem sempre ouvimos falar, mas que fazem coisas extraordinárias e inspiradoras”.

Bruno Amorim