Fazemos Bem

18/06/2015

Vitacress vence “Prémios Fazemos Bem 2015” do setor primário

A Vitacress, que comercializa agrião de água, folhas para saladas e ervas aromáticas, entre outros vegetais, venceu o prémio “Fazemos Bem 2015” do setor primário a agroindustrial. O anúncio foi feito hoje, quinta-feira, na Exponor, em Matosinhos, no âmbito da Conferência “Prémios Fazemos Bem 2015”, organizada pelo Jornal de Notícias em parceria com a Exponor, a Peugeot e a Espaço Visual.

Reconhecida pela presença forte em Portugal, Espanha e Reino Unido, e preparada para conquistar mercados mais maduros, este é já um segundo prémio no espaço de um mês. Em causa está o facto de a Vitacress ter recebido, recentemente, a distinção de “Flagship Farm”, um selo atribuído pela McDonald’s Europe, em parceria com a Food Animal Initiative, e que certifica as explorações que praticam as melhores e mais sustentáveis práticas agrícolas, na Europa.

Hoje, a empresa fez-se representar no evento pelo seu diretor comercial, José Fradeira (à esquerda na foto), que recebeu o galardão pelas mãos do Secretário de Estado da Agricultura, José Diogo Albuquerque.

Na cerimónia, o representante do Governo deixou uma mensagem de otimismo para a fileira e explicou em que medida Portugal está, agora, a fazer bem ao nível dos apoios comunitários. “Portugal foi o primeiro país da União Europeia a conseguir executar a 100% o Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER), seguido da Alemanha, com 99%”, exemplificou.

E há já boas notícias no que diz respeito ao próximo programa de apoio: estão assegurados 8,1 milhões de euros para a fileira da agricultura nacional. A este nível, José Diogo Albuquerque adiantou que fomos “o quarto país a ter o Programa de Desenvolvimento Rural 2014 – 2020 (PDR) aprovado” e os “primeiros a nível europeu a abrir medidas para os jovens agricultores”.

Defendendo a ideia de que “a agricultura não pode ficar na periferia mas sim no centro da política”, José Diogo Albuquerque assegurou que o PDR trará para Portugal “8,1 milhões de euros” e que foram entregues “oito mil candidaturas”. “É dinheiro que o país pode controlar, que fica do lado de cá e serve de embalo para que o novo programa de apoios seja executado rapidamente e que possa ajudar e a puxar pelos melhores”, sublinhou.

Para António Manuel Bonito, membro da direção da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), também presente na cerimónia, “a agricultura está na moda” e trata-se de uma oportunidade para os seus profissionais deixaram de ter uma cultura de “ilha”. “Nós, agricultores, temos de modificar e aliarmo-nos a quem sabe fazer o resto que nós não sabemos e que tem que ver com a valorização do produto, coma a comunicação, o marketing e outras áreas”. É preciso “networking”, afirmou o dirigente associativo.

Marta Araújo