Fazemos Bem

13/05/2015

Inovação é a galinha dos ovos de ouro na Derovo

Bem se pode dizer que este é um daqueles casos em que a popular expressão “não colocar os ovos todos no mesmo cesto” se ajusta na perfeição.

Falamos da Derovo, uma empresa que se dedica ao desenvolvimento e venda de produtos à base de ovo, que tem tido na diversificação da oferta e de mercados uma das principais alavancas para o seu sucesso. Num projeto idealizado em 1994, a Derovo viu a luz do dia com a união de forças de 70 avicultores nacionais, responsáveis por quase toda a produção de ovos em casca no país que, com o intuito de de-senvolver uma nova indústria, se tornaram acionistas de um negócio inovador no fabrico de produtos derivados de ovos. A primeira fábrica arrancou dois anos mais tarde, em Pombal, onde a empresa tem a sede. E a exportação para Espanha foi um passo natural em 1997, dando azo ao crescimento dos negócios.

Mas o que faz a Derovo em concreto? A resposta alarga-se às dezenas de produtos que atualmente tem no mercado, mas essencialmente resume-se a soluções alimentares à base de ovo que podem substituir o ovo em casca e facilitar a vida dos consumidores. São exemplo disso, entre outros “ovoprodutos”, embalagens de ovo líquido inteiro, de gemas ou claras líquidas, ovos cozidos prontos a usar, ovo em pó, ovo em spray, cremes de ovos, tortilhas, omeletas ou pastas para barrar. Estes produtos apresentam-se junto do consumidor final através da marca Dovo, mas também por via de parcerias com outras empresas. “É algo que temos vindo a desenvolver com clientes do setor alimentar no sentido de criarmos uma relação ganhadora para ambas as partes”, explica Ricardo Mateus, diretor-executivo da Derovo.

Entre estas alianças estratégicas estão clientes como Vitacress, Pão de Ló Ti”Piedade, Mendes Gonçalves, Dan Cake e Fabridoce, com quem a empresa desenvolve produtos específicos. Por seu lado, a hotelaria e a restauração são também segmentos de mercado para os quais a Derovo canaliza parte das vendas. Além de Pombal, a Derovo tem outra unidade industrial em Espanha, em Mieres (região das Astúrias), com capacidade para processar três milhões de ovos por dia. É mesmo a única empresa ibérica do setor com fábricas nos dois países e é a partir delas que fornece 10 mercados internacionais. “Hoje além de Espanha e França, entre outros países europeus, estamos também a vender para África, Ásia e Médio Oriente”, refere Ricardo Mateus. O Médio Oriente foi mesmo a mais recente aposta. Identificado como prioritário a curto prazo, este mercado foi uma oportunidade agarrada durante este ano, em função de uma maior procura. Mas num setor em que a especulação e volatilidade de preços são grandes, “estamos já a pensar em dois ou três destinos novos para poder dar resposta a essas flutuações. O nosso caminho passa por fornecer o mercado tradicional, chegar a novos destinos e pensar sempre em alternativas futuras”, diz o administrador.

Numa empresa em que praticamente todos os trabalhadores auferem rendimentos acima do salário mínimo nacional, a motivação das equipas tem sido uma componente essencial para o êxito. No ano passado, o volume de negócios da Derovo atingiu os 48 milhões de euros, o que representou um crescimento de 10% face a 2013. Para Ricardo Mateus, as perspetivas são animadoras. “A nossa operação permite-nos olhar com alento para a frente. Vamos dinamizar produtos e estabelecer relações comerciais em novos países e segmentos de mercado”. A ligação estreita com universidades é outra vertente que a empresa tem em atenção. “É uma componente que nos tem ajudado a investigar e desenvolver novas ideias. Temos uma relação muito boa com as universidades de Aveiro e do Minho, entre outras, que contribuem muito para encontrarmos soluções preciosas”, frisa Ricardo Mateus. Uma das inovações foi o lançamento de um ovo estrelado instantâneo, pronto a comer, conceptualizado em 2013 e que atraiu o interesse de entidades como a companhia aérea internacional Fly Emirates.

De momento, a Derovo estuda a melhor forma de otimizar a industrialização deste produto e o melhor modo de eliminar custos logísticos para que o mesmo possa ser competitivo a nível global. E numa sociedade cada vez mais virada para a vida saudável, este é também um ponto de orientação e que motivou o lançamento da Fullprotein, uma bebida energética, rica em proteína das claras de ovo, com sabores a morango e baunilha, vocacionada para praticantes de desporto, que está a ter bastante aceitação no mercado pela sua vertente de complemento ou substituto de refeições. Pela frente a Derovo terá também um desafio: “informar o consumidor das vantagens dos ovoprodutos (fácil utilização e segurança alimentar) em relação aos ovos em casca. Somos um país que tem as suas tradições enraizadas, mas temos conseguido algumas alterações de consumo. Temos de ser pedagógicos para fazer o nosso mercado”, conclui.
Falamos da Derovo, uma empresa que se dedica ao desenvolvimento e venda de produtos à base de ovo, que tem tido na diversificação da oferta e de mercados uma das principais alavancas para o seu sucesso. Num projeto idealizado em 1994, a Derovo viu a luz do dia com a união de forças de 70 avicultores nacionais, responsáveis por quase toda a produção de ovos em casca no país que, com o intuito de de-senvolver uma nova indústria, se tornaram acionistas de um negócio inovador no fabrico de produtos derivados de ovos. A primeira fábrica arrancou dois anos mais tarde, em Pombal, onde a empresa tem a sede. E a exportação para Espanha foi um passo natural em 1997, dando azo ao crescimento dos negócios.

Mas o que faz a Derovo em concreto? A resposta alarga-se às dezenas de produtos que atualmente tem no mercado, mas essencialmente resume-se a soluções alimentares à base de ovo que podem substituir o ovo em casca e facilitar a vida dos consumidores. São exemplo disso, entre outros “ovoprodutos”, embalagens de ovo líquido inteiro, de gemas ou claras líquidas, ovos cozidos prontos a usar, ovo em pó, ovo em spray, cremes de ovos, tortilhas, omeletas ou pastas para barrar. Estes produtos apresentam-se junto do consumidor final através da marca Dovo, mas também por via de parcerias com outras empresas. “É algo que temos vindo a desenvolver com clientes do setor alimentar no sentido de criarmos uma relação ganhadora para ambas as partes”, explica Ricardo Mateus, diretor-executivo da Derovo.

Entre estas alianças estratégicas estão clientes como Vitacress, Pão de Ló Ti”Piedade, Mendes Gonçalves, Dan Cake e Fabridoce, com quem a empresa desenvolve produtos específicos. Por seu lado, a hotelaria e a restauração são também segmentos de mercado para os quais a Derovo canaliza parte das vendas. Além de Pombal, a Derovo tem outra unidade industrial em Espanha, em Mieres (região das Astúrias), com capacidade para processar três milhões de ovos por dia. É mesmo a única empresa ibérica do setor com fábricas nos dois países e é a partir delas que fornece 10 mercados internacionais. “Hoje além de Espanha e França, entre outros países europeus, estamos também a vender para África, Ásia e Médio Oriente”, refere Ricardo Mateus. O Médio Oriente foi mesmo a mais recente aposta. Identificado como prioritário a curto prazo, este mercado foi uma oportunidade agarrada durante este ano, em função de uma maior procura. Mas num setor em que a especulação e volatilidade de preços são grandes, “estamos já a pensar em dois ou três destinos novos para poder dar resposta a essas flutuações. O nosso caminho passa por fornecer o mercado tradicional, chegar a novos destinos e pensar sempre em alternativas futuras”, diz o administrador.

Numa empresa em que praticamente todos os trabalhadores auferem rendimentos acima do salário mínimo nacional, a motivação das equipas tem sido uma componente essencial para o êxito. No ano passado, o volume de negócios da Derovo atingiu os 48 milhões de euros, o que representou um crescimento de 10% face a 2013. Para Ricardo Mateus, as perspetivas são animadoras. “A nossa operação permite-nos olhar com alento para a frente. Vamos dinamizar produtos e estabelecer relações comerciais em novos países e segmentos de mercado”. A ligação estreita com universidades é outra vertente que a empresa tem em atenção. “É uma componente que nos tem ajudado a investigar e desenvolver novas ideias. Temos uma relação muito boa com as universidades de Aveiro e do Minho, entre outras, que contribuem muito para encontrarmos soluções preciosas”, frisa Ricardo Mateus. Uma das inovações foi o lançamento de um ovo estrelado instantâneo, pronto a comer, conceptualizado em 2013 e que atraiu o interesse de entidades como a companhia aérea internacional Fly Emirates.

De momento, a Derovo estuda a melhor forma de otimizar a industrialização deste produto e o melhor modo de eliminar custos logísticos para que o mesmo possa ser competitivo a nível global. E numa sociedade cada vez mais virada para a vida saudável, este é também um ponto de orientação e que motivou o lançamento da Fullprotein, uma bebida energética, rica em proteína das claras de ovo, com sabores a morango e baunilha, vocacionada para praticantes de desporto, que está a ter bastante aceitação no mercado pela sua vertente de complemento ou substituto de refeições. Pela frente a Derovo terá também um desafio: “informar o consumidor das vantagens dos ovoprodutos (fácil utilização e segurança alimentar) em relação aos ovos em casca. Somos um país que tem as suas tradições enraizadas, mas temos conseguido algumas alterações de consumo. Temos de ser pedagógicos para fazer o nosso mercado”, conclui.

Bruno Amorim