Fazemos Bem

02/04/2015

Prémios Fazemos Bem 2015

Peter Drucker, um guru mundial da área da gestão, dizia que “a essência do empreendedor é transformar ideias inovadoras em ações lucrativas”. Perante uma economia em constante mudança, são as empresas criativas e com capacidade de adaptação que nos indicam o caminho a seguir. Exemplos de sucesso e boas práticas dos quais se pretende um efeito replicador em toda a economia nacional.
É dentro desta missão de divulgar o espírito empreendedor português que o Jornal de Notícias, em parceria com a Exponor, a Peugeot e a Espaço Visual, volta a organizar a iniciativa “Fazemos Bem”, na qual fará um retrato do melhor que se faz no nosso país nos principais setores de atividade: primário e agro-industrial, secundário e terciário. Ao longo dos próximos meses, vai poder a acompanhar no JN a história de 30 empresas (10 de cada setor) que se notabilizam pela sua modernidade, excelência de produtos e serviços e visão de futuro.
Este projeto teve a sua génese em 2012, através da ação “O Norte Faz Bem”. A ideia consistia em dar destaque ao mérito e percurso de algumas empresas da região. Fruto das múltiplas iniciativas associadas aos 125 anos do JN, em 2013, a iniciativa só reentrou em cena no ano seguinte, desta feita denominada de “Fazemos Bem”, apresentando um conceito renovado e alargado a todo o território nacional.
Prémios são novidade
Neste terceiro capítulo, a grande novidade está relacionada com a entrega dos “Prémios Fazemos Bem 2015”, um galardão que será atribuído a três empresas (uma de cada setor), eleitas entre os 30 casos que vão ser retratados no JN. Cada premiado será distinguido em conferências temáticas que se vão realizar nos dias 18 de junho (setor primário e agro-industrial), 13 de setembro (setor secundário) e 10 de dezembro (setor terciário).
Para escolher os vencedores, reuniu-se um júri de excelência composto por Paulo Nunes de Almeida (presidente da Associação Empresarial de Portugal), Carlos Melo Brito (Pró-Reitor da Universidade do Porto), José Mendes (Vice-Reitor da Universidade do Minho), António Fontainhas Fernandes (Reitor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro), Ricardo Luz (Administrador da Instituição Financeira de Desenvolvimento) e Pedro Araújo (editor do Dinheiro Vivo), estando a auditoria dos prémios a cargo de Manuel Pires de Matos, da consultora Baker Tilly.
Paulo Nunes de Almeida espera que o “Fazemos Bem” possa “dar mais visibilidade ao empreendedorismo português”, chegando a mais empresas e à opinião pública. Já Ricardo Luz salienta a importância “de divulgar empresas portuguesas que fazem bem, contribuindo para o reconhecimento de boas práticas de gestão”.
No entender de António Fontainhas Fernandes, “identificar o mérito é uma estratégia fundamental para potenciar e gerar dinamismo no tecido empresarial, num momento decisivo para o país”. Um estímulo para dar “a conhecer mais do Portugal empresarial positivo em diferentes setores”, refere José Mendes.
Para Pedro Araújo, “iniciativas como esta ganham outra força e ajudam a projetar o que de positivo fazem os empreendedores. Fazer bem não basta. É preciso aparecer, para ganhar uma merecida projeção e servir de inspiração”.
E o que carateriza uma empresa que “faz bem”? Carlos Melo Brito considera que a atuação consiste em “servir de forma excelente clientes, colaboradores, acionistas e sociedade em geral”. Além disso, a empresa deve “criar valor de forma sustentável e contribuir de modo ativo para o desenvolvimento da região e país onde se insere”.
Os membros do júri dos “Prémios Fazemos Bem 2015” partilham a visão de que “empresas orientadas para o mercado global, com produtos e serviços inovadores, cultura competitiva e responsabilidade social” estão no bom caminho. Critérios que levarão em conta na escolha dos casos a retratar.

Bruno Amorim